terça-feira, 17 de março de 2026

MARIA ALICE WANDERLEY

 


MARIA ALICE WANDERLEY, , natural de Assú, Estado do Rio Grande do Norte, nascida no dia  16 de fevereiro de 1984,sendo filha do casal LUIZ SOCRÁTES WANDERLEY e  MARIA REZENDE PIMENTEL WNADERLEY

ALICE foi poetisa e professora primária, particular e colaboradora quase sempre, nos jornais de Assú. Seu primeiro livro de versos recebeu o nome de  VIOLETAS.

Ela faleceu em sua terra natal, no dia  15 de março de 1964. Ela é patrona de uma das ruas da cidade de Assú-RN

FONTE – COLEÇÃO ASSUENSE DE LITERATURA

MARIA ALICE WANDERLEY

 


MARIA ALICE WANDERLEY poetisa de ilustre família do Assú poético. Tipo baixa, olhos negros, se não me engano. Conheci dona Alice já usando bengala, tinha eu 9 anos de idade e morava a poucos metros de distância do seu rico casarão da Rua Algusto Severo. Lembro-me do pé de juazeiro, bem como de um pé de umbu verdadeiro que tinha no oitão da sua casa. Sempre me dava alguns umbus deliciosos e suculentos, quando entrava na sua residência de volta do Colégio das Freiras onde estudava. Por sinal, ela é madrinha de batismo de meu pai, além de parente. (Câmara Cascudo depóe que Wanderley e Lins Caldas pertence a mesma gens). Dona Alice ao perder na morte seu marido chamado Luiz Paulino cabral (que é nome de rua na cidade de Assu), passa a morar com seus dois irmãos solteirões convictos Solon e Afonso Wanderley (proprietários que foram da Padaria Santa Cruz (um ponto de encontro de intelectuais, políticos e figurões da cera de carnúba e algodão), vindo a falecer no dia 15 de março de 1964. Ainda guardo como lembrança de Alice uma cômoda que foi de sua propriedade, já com mais de cem anos. Alice Wanderley, no dia que completara 70 anos de idade, saudosa do marido amado que perdera na morte, escreveu:

Hoje subi a íngreme ladeira

Dos meus setenta anos de amargura,

Contrita, espero a hora derradeira

De descer desta escada a grande altura.

São setenta degraus! A vida inteira,

Outrora cheia de gentil ventura,

Foi uma alegre data alvissareira

Que transformou-se numa noite escura.

Talvez que se ele fosse vivo ainda,

Em nosso lar tranquilo e sossegado,

Reinasse a paz de uma alegria infinda.

Mais Deus levou-o nesta mesma noite,

Fiquei sentindo o travo da amargura

Da saudade cruel que fere e mata.

FONTE – ASSÚ ANTIGO